Na verdade, todos os dias para mim são maus dias. Calmaaaa! Só na parte da manhã. Mais precisamente, pós -acordar. É verdade. Quem diria...um ser tão fofinho como eu e maravilhoso e tudo e tudo com mau acordar. É verdade. Um pequeno preço a pagar por ter a minha bela companhia durante a noite. O homem sofre, mas sofre mesmo. Felizmente, para ele, foi aprendendo com o tempo a lidar com a situação. Agora, pura e simplesmente, ignora. não fala comigo até eu comer. Que é quando volto ao normal. Acordo monstro e viro princesa após o pequeno-almoço. Que visão fofinha!
Nem sou assim muito difícil, a meu ver. Só não gosto que falem para mim de manhã. Nem mastiguem. Nem respirem. Nem que façam qualquer som.
Ainda me recordo das primeiras vezes que o Luzinha acordava ao meu lado com um sorriso e todo fofinho e cheio de abraçados e " bom diiiiaaaaa!!" ou " que boooommmm". E eu, querida que só eu, esticava os bracinhos e grunhia: "Chega pa lá!". Era a alegria!
Uma vez, zanguei-me enquanto tomavamos o pequeno-almoço. Ele estava a comer torradas. Mas parecia que estava a comer toda uma equipa de construtores civis em plena empreitada que aposto que todos os vizinhos das redondezas conseguiam ouvi-lo. Parece que estou a ouvi-lo neste preciso momento. É algo que fica connosco.
Eu inspirei tão profundamente que ele parou de mastigar, com a boca cheia de comida ( ou operários) e ficou especado a olhar para mim. E eu...E eu....bem, eu sorri. Nesse momento soube que este era o homem da minha vida. Estava tão fofo que parecia um hamster a comer. Na minha cabeça, vi-o com umas mãos pequeninas a levar a comida à boca e a mastigar muito de depressa só com os dentes da frente. Coisa mai linda de sua E!
E quando chegamos a esta conclusão, de manhã pós-acordar e ante-comer, só pode ser amor.