E assim de repente sinto que fui atacada por uma onda gigante e andei às voltas e às cambalhotas na areia, a tentar respirar, tentar por a cabeça fora de água.
Essa onda é amor. Puro e duro. Como nadar numa baía, com a água calma, o sol a queimar a cara e a aquecer o coração e de repente, do nada, o mar revolta-se e impõe-se. E é maravilhoso na mesma, só nos obriga a reparar nele, a ter noção dele e da sua grandeza, da sua importância.
Hoje o amor obrigou-me a pensar na nossa relação, na nossa vida. Sabes, eu adoro aninhar-me em ti. Sentir o teu cheiro, a tua pele na minha, ouvir o teu coração a bater e a tua respiração ritmada.
Há uma coisa muito parva que eu faço para conseguir dormir quando não estás comigo. O teu coração tem um ritmo muito próprio e, às vezes, dou por mim a repeti-lo na minha cabeça até adormecer. Eu sei, é assim meio ridículo, mas resulta muito bem.
Como eu adoro apertar-te contra mim, com tanta força que parece que nos vamos fundir.
Sinceramente, acho que não tens noção do quanto te amo, do quanto me completas e me transformas e me acalmas e me enervas e me acalmas outra vez. Tens o sorriso mais doce do mundo! E se eu insisto para gargalhares mais é porque me enche o coração esse teu gargalhar. Continuo a achar que és bom demais para mim. A vida acabou por me compensar bem demais, que até desconfio que possa ser verdade.
És maravilhoso. Já te disse montes de vezes e hei-de repeti-lo para todo o sempre, tu és a melhor pessoa que conheço, que alguma vez conheci. Esse teu coração é do mais precioso que existe. Tens uma luz em ti tão forte e tão boa que transborda.
Caramba, amo-te tanto. Tanto que doí. Tanto que sufoco em mim. Tanto, que mesmo achando que te amava muito, agora quase que nem consigo explicar. Eu não sabia, mesmo, que se podia amar tanto assim.
Não é por ser o dia de hoje que me lembrei de escrever-te. Foi sem querer quase. O coração obrigou-me; este amor estava a precisar de se exprimir melhor, porque dizer-to todos os dias não chega e mostrar-te nunca é suficiente. Tudo o que escrevi já to disse, de uma maneira ou de outra. Mas hoje teve que ser. Só porque sim. Só porque te amo mais do que te poderei mostrar nesta e noutras vidas.
Porque este amor não vai parar de crescer nunca. E é para sempre.
Olá. Sou a Elsa e sou mãe de uma princesa maravilhosa. Sou apaixonada pela vida e pelas Letras. Este é um escape, onde esvazio o coração e descanso da correria dos dias. Vou partilhando o meu dia a dia e a minha alegria, com o único propósito de tentar apanhar esta vida que não para e fazer introspeção. Porque se não for para ser feliz, nem vale a pena tentar.
terça-feira, 28 de julho de 2015
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Zorro
Nestes dias aprendi lições valiosas para a vida, que não fazia ideia, sobre o mundo animal em geral e o canino em particular. Mas já lá vamos.
Tudo começou numa bela manhã de sol radiante e aconchegante ( ainda era muito cedo, por isso ainda não estava o calor infernal que se tem feito sentir), enquanto abria as janelas ouvia um chorozinho e umas patinhas a quererem subir parede acima. O cãozinho mais fofo, pequenino e branco, com uma espécie de mascarilha à volta dos olhos e nas orelhas.Não dei muita importância, até porque pensei que devia ser de alguém que andava a passeá-lo.
Acontece que na manhã seguinte lá estava ele outra vez. Não tinha saído de lá a noite toda. E depois demonstrou aquele instinto protetor comigo, sempre que alguém se aproximava ele ladrava e rosnava. O que era super amoroso de ver, aquele montinho de pelo pequenino com o ar mais querido do mundo a rosnar a meio mundo.
Claro está que não lhe resisti. Falei com o Homem e, tendo ele o maior e melhor coração do mundo, concordou de imediato resgatar o pequeno. Chamamos-lo de Zorro. E é assim um amor. Passa o tempo a dormir, é muito calminho. Isto quando estamos com ele.
Se sairmos e demorar-mos mais um pouquinho é o suficiente para despertar a fera! Sim, o menino Zorro vira um rebelde quando se apanha sozinho. Apanha sapatilhas, velinhas, o COMANDO DA TV, tudo o que conseguir apanhar basicamente, e guarda tudo na caminha dele. E faz xixi contra o sofá se quando chegamos a casa não formos passeá-lo imediatamente ( mesmo que só tenhamos demorado 1 hora e antes de sair levamos-lo sempre à rua!).
Mas depois fica um anjinho outra vez. Fica comigo onde eu estiver. Se estiver na cozinha, fica deitado na cozinha, com a cabeça pousada nas patinhas da frente. Se estiver na sala, deita-se na caminha dele, dorme um sono. Vem para o chão, dorme outro sono. Espreguiça-se, volta para a cama, dorme outro sono. E por ai adiante.
E, assim sem querer, acabou por nos conquistar. Estamos a tentar arranjar-lhe uma boa casa, com pessoas que lhe sejam tão dedicadas como ele é para as pessoas. Vai custar-nos muito quando ele for embora, porque foi ele que nos escolheu e não podíamos estar mais gratos. Mas também queremos que ele tenha uma casa melhor, com um terraço ou uma varanda, mais espaço para brincar.
Até lá, vamos desfrutando todos os mimos que nos exige e que nos dá de volta.
Tudo começou numa bela manhã de sol radiante e aconchegante ( ainda era muito cedo, por isso ainda não estava o calor infernal que se tem feito sentir), enquanto abria as janelas ouvia um chorozinho e umas patinhas a quererem subir parede acima. O cãozinho mais fofo, pequenino e branco, com uma espécie de mascarilha à volta dos olhos e nas orelhas.Não dei muita importância, até porque pensei que devia ser de alguém que andava a passeá-lo.
Acontece que na manhã seguinte lá estava ele outra vez. Não tinha saído de lá a noite toda. E depois demonstrou aquele instinto protetor comigo, sempre que alguém se aproximava ele ladrava e rosnava. O que era super amoroso de ver, aquele montinho de pelo pequenino com o ar mais querido do mundo a rosnar a meio mundo.
Claro está que não lhe resisti. Falei com o Homem e, tendo ele o maior e melhor coração do mundo, concordou de imediato resgatar o pequeno. Chamamos-lo de Zorro. E é assim um amor. Passa o tempo a dormir, é muito calminho. Isto quando estamos com ele.
Se sairmos e demorar-mos mais um pouquinho é o suficiente para despertar a fera! Sim, o menino Zorro vira um rebelde quando se apanha sozinho. Apanha sapatilhas, velinhas, o COMANDO DA TV, tudo o que conseguir apanhar basicamente, e guarda tudo na caminha dele. E faz xixi contra o sofá se quando chegamos a casa não formos passeá-lo imediatamente ( mesmo que só tenhamos demorado 1 hora e antes de sair levamos-lo sempre à rua!).
Mas depois fica um anjinho outra vez. Fica comigo onde eu estiver. Se estiver na cozinha, fica deitado na cozinha, com a cabeça pousada nas patinhas da frente. Se estiver na sala, deita-se na caminha dele, dorme um sono. Vem para o chão, dorme outro sono. Espreguiça-se, volta para a cama, dorme outro sono. E por ai adiante.
E, assim sem querer, acabou por nos conquistar. Estamos a tentar arranjar-lhe uma boa casa, com pessoas que lhe sejam tão dedicadas como ele é para as pessoas. Vai custar-nos muito quando ele for embora, porque foi ele que nos escolheu e não podíamos estar mais gratos. Mas também queremos que ele tenha uma casa melhor, com um terraço ou uma varanda, mais espaço para brincar.
Até lá, vamos desfrutando todos os mimos que nos exige e que nos dá de volta.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Às vezes
Às vezes não sei.
Às vezes sou assolada por um sufoco, por um aperto no coração inexplicável.
Às vezes dou por mim a sentir-me ingrata por ser tão feliz e, ainda assim, as lágrimas teimam em jorrar por estes olhos como cascatas.
Eu acredito que faz parte do crescimento e maturação de nós, enquanto indivíduos únicos. E também alguma culpa hormonal.
É necessário chorar. Sinto essa necessidade, para me renovar, para me fortalecer. As lágrimas têm esse poder de serem muito esclarecedoras, mesmo não havendo questões implicadas. Sinto o coração mais leve e uma maior e melhor preparação para enfrentar quaisquer desafios que surjam.
Sou da opinião que independentemente de quem nos rodeamos, de quão circunstancial possa a vida ser, no fim somos sempre os únicos responsáveis pelo curso das nossas vidas. Cada um é responsável pelas suas acções, ou pelas atitudes perante circunstancias desafiantes que vão surgindo no caminho. Somos nós que definimos o nosso ser, o nosso destino. E tudo depende das nossas escolhas. É assim, tão simples. No mínimo, perante qualquer situação, temos duas opções. Cada uma delas nos trará diferentes consequências. Por vezes, são as escolhas mais difíceis que nos oferecem aquilo que mais precisamos. Não imediatamente, mas a longo prazo, quando olhamos para trás, percebemos que tinha que ser assim, não podia ser de outra maneira. E, muitas vezes, duvidei das minhas escolhas, temi estar a ser precipitada e espontânea. Mas agora, em retrospectiva, sei que o que fiz, o que passei, trouxe-me até aqui. Tenho a vida que sempre quis, que sempre sonhei. Não no sentido desprovido de sonhos e objectivos, porque tenho carradas de metas para cruzar, muitos objectivos por atingir e muitos outros por traçar e sonhos, sonhos que não acabam nunca. Sou feliz, tenho plena consciência disso, muito em parte pelo amor que está comigo e pelo o outro amor, aquele que trago comigo.
Durante muito tempo na minha vida não me senti feliz e achava que nunca seria capaz de o ser, plenamente. E sê-lo agora, e saber que o sou, é maravilhoso, uma verdadeira dádiva. Por isso, acredito que fiz o que precisava fazer, afinal parece que até fiz boas escolhas.
E a parte boa das escolhas é que não são irrefutáveis. São como a vida, estão em constante mudança e , se por alguma razão quiser-mos seguir um percurso diferente, nada nos impede. Basta seguir aquilo que acreditamos, lutar pelo que achamos ser o mais correto e tudo o resto virá por acréscimo.
É possível sermos felizes, em qualquer lugar, em qualquer idade. Basta nos predispormos para isso, porque é sempre o melhor a fazer por nós, nós merecemos ser felizes.
Vamos fazer por isso; vamos ser felizes.
Às vezes sou assolada por um sufoco, por um aperto no coração inexplicável.
Às vezes dou por mim a sentir-me ingrata por ser tão feliz e, ainda assim, as lágrimas teimam em jorrar por estes olhos como cascatas.
Eu acredito que faz parte do crescimento e maturação de nós, enquanto indivíduos únicos. E também alguma culpa hormonal.
É necessário chorar. Sinto essa necessidade, para me renovar, para me fortalecer. As lágrimas têm esse poder de serem muito esclarecedoras, mesmo não havendo questões implicadas. Sinto o coração mais leve e uma maior e melhor preparação para enfrentar quaisquer desafios que surjam.
Sou da opinião que independentemente de quem nos rodeamos, de quão circunstancial possa a vida ser, no fim somos sempre os únicos responsáveis pelo curso das nossas vidas. Cada um é responsável pelas suas acções, ou pelas atitudes perante circunstancias desafiantes que vão surgindo no caminho. Somos nós que definimos o nosso ser, o nosso destino. E tudo depende das nossas escolhas. É assim, tão simples. No mínimo, perante qualquer situação, temos duas opções. Cada uma delas nos trará diferentes consequências. Por vezes, são as escolhas mais difíceis que nos oferecem aquilo que mais precisamos. Não imediatamente, mas a longo prazo, quando olhamos para trás, percebemos que tinha que ser assim, não podia ser de outra maneira. E, muitas vezes, duvidei das minhas escolhas, temi estar a ser precipitada e espontânea. Mas agora, em retrospectiva, sei que o que fiz, o que passei, trouxe-me até aqui. Tenho a vida que sempre quis, que sempre sonhei. Não no sentido desprovido de sonhos e objectivos, porque tenho carradas de metas para cruzar, muitos objectivos por atingir e muitos outros por traçar e sonhos, sonhos que não acabam nunca. Sou feliz, tenho plena consciência disso, muito em parte pelo amor que está comigo e pelo o outro amor, aquele que trago comigo.
Durante muito tempo na minha vida não me senti feliz e achava que nunca seria capaz de o ser, plenamente. E sê-lo agora, e saber que o sou, é maravilhoso, uma verdadeira dádiva. Por isso, acredito que fiz o que precisava fazer, afinal parece que até fiz boas escolhas.
E a parte boa das escolhas é que não são irrefutáveis. São como a vida, estão em constante mudança e , se por alguma razão quiser-mos seguir um percurso diferente, nada nos impede. Basta seguir aquilo que acreditamos, lutar pelo que achamos ser o mais correto e tudo o resto virá por acréscimo.
É possível sermos felizes, em qualquer lugar, em qualquer idade. Basta nos predispormos para isso, porque é sempre o melhor a fazer por nós, nós merecemos ser felizes.
Vamos fazer por isso; vamos ser felizes.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
O mundo está perdido #1
Ah maravilha das maravilhas! É com muito prazer que apresento uma nova rubrica! ( é também a única, pelo menos para já!) Com um nome tão sugestivo é fácil de perceber que coisa boa não vai sair daqui. Ou entra aqui. Depende da perspectiva. Adiante!
Basicamente, esta rubrica é uma excelente forma de cuspir, por assim dizer, os meus pensamentos sobre variadíssimos temas fulcrais da nossa sociedade, nomeadamente cenas parvas das redes sociais.
Ora vamos lá cortar a fita e...........está inaugurada!!!! Desfrutem!
Então não é que anda toda a gente de dieta??!!!
Todos a querer ficar magrinhos (anorécticos) agora para o verão; eu a ficar do tamanho dum planeta....talvez dum satélite natural como a lua, ficarei do tamanho dum planeta mais para o fim...
Está certo!
Basicamente, esta rubrica é uma excelente forma de cuspir, por assim dizer, os meus pensamentos sobre variadíssimos temas fulcrais da nossa sociedade, nomeadamente cenas parvas das redes sociais.
Ora vamos lá cortar a fita e...........está inaugurada!!!! Desfrutem!
Então não é que anda toda a gente de dieta??!!!
Todos a querer ficar magrinhos (anorécticos) agora para o verão; eu a ficar do tamanho dum planeta....talvez dum satélite natural como a lua, ficarei do tamanho dum planeta mais para o fim...
Está certo!
Palavras
Reparei que ultimamente só falo da minha gravidez, da minha "nenuca", de como estou feliz, ou com medo, ou ansiosa, ou blablabla.
Não enganei ninguém, aqui no barraco escrevo o que quero e quando quero! Se bem que o quando quero alterar.
Preciso de escrever, para limpar a cabeça e a alma. É uma necessidade antiga, mas desde que estou em casa sinto essa urgência.
Nem sei bem sobre o que é quero escrever, mas preciso. Estou perto da demência.
Preciso de outras coisas agora que nem me apercebia que me estavam a fazer tanta falta, mas que me fazem tão bem. E escrever é uma delas,a principal até.
Sempre escrevi. Desde muito nova. Passava muito tempo sozinha e a folha de papel e a caneta eram o meu mundo. Nem precisava de mais nada. Entrava numa outra dimensão. Na dimensão dos sonhos, em que a criatividade e a imaginação criam vidas, personagens, histórias.
Nos dias menos bons, vomitava o que me ia no coração. Enterrava nas palavras a minha dor e, no fim de cada frase, de cada parágrafo, o coração ficava menos pesado, a dor ficava mais suportável. As lágrimas limpavam a alma, a escrita rejuvenescia o coração.
Resulta muito bem. E agora, tantos anos depois, preciso de escrever. Não por estar infeliz, mas só porque sim. Porque mesmo um coração feliz precisa de se expressar.
E não conheço melhor maneira do que esta das palavras.
Não enganei ninguém, aqui no barraco escrevo o que quero e quando quero! Se bem que o quando quero alterar.
Preciso de escrever, para limpar a cabeça e a alma. É uma necessidade antiga, mas desde que estou em casa sinto essa urgência.
Nem sei bem sobre o que é quero escrever, mas preciso. Estou perto da demência.
Preciso de outras coisas agora que nem me apercebia que me estavam a fazer tanta falta, mas que me fazem tão bem. E escrever é uma delas,a principal até.
Sempre escrevi. Desde muito nova. Passava muito tempo sozinha e a folha de papel e a caneta eram o meu mundo. Nem precisava de mais nada. Entrava numa outra dimensão. Na dimensão dos sonhos, em que a criatividade e a imaginação criam vidas, personagens, histórias.
Nos dias menos bons, vomitava o que me ia no coração. Enterrava nas palavras a minha dor e, no fim de cada frase, de cada parágrafo, o coração ficava menos pesado, a dor ficava mais suportável. As lágrimas limpavam a alma, a escrita rejuvenescia o coração.
Resulta muito bem. E agora, tantos anos depois, preciso de escrever. Não por estar infeliz, mas só porque sim. Porque mesmo um coração feliz precisa de se expressar.
E não conheço melhor maneira do que esta das palavras.
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