Nestes dias aprendi lições valiosas para a vida, que não fazia ideia, sobre o mundo animal em geral e o canino em particular. Mas já lá vamos.
Tudo começou numa bela manhã de sol radiante e aconchegante ( ainda era muito cedo, por isso ainda não estava o calor infernal que se tem feito sentir), enquanto abria as janelas ouvia um chorozinho e umas patinhas a quererem subir parede acima. O cãozinho mais fofo, pequenino e branco, com uma espécie de mascarilha à volta dos olhos e nas orelhas.Não dei muita importância, até porque pensei que devia ser de alguém que andava a passeá-lo.
Acontece que na manhã seguinte lá estava ele outra vez. Não tinha saído de lá a noite toda. E depois demonstrou aquele instinto protetor comigo, sempre que alguém se aproximava ele ladrava e rosnava. O que era super amoroso de ver, aquele montinho de pelo pequenino com o ar mais querido do mundo a rosnar a meio mundo.
Claro está que não lhe resisti. Falei com o Homem e, tendo ele o maior e melhor coração do mundo, concordou de imediato resgatar o pequeno. Chamamos-lo de Zorro. E é assim um amor. Passa o tempo a dormir, é muito calminho. Isto quando estamos com ele.
Se sairmos e demorar-mos mais um pouquinho é o suficiente para despertar a fera! Sim, o menino Zorro vira um rebelde quando se apanha sozinho. Apanha sapatilhas, velinhas, o COMANDO DA TV, tudo o que conseguir apanhar basicamente, e guarda tudo na caminha dele. E faz xixi contra o sofá se quando chegamos a casa não formos passeá-lo imediatamente ( mesmo que só tenhamos demorado 1 hora e antes de sair levamos-lo sempre à rua!).
Mas depois fica um anjinho outra vez. Fica comigo onde eu estiver. Se estiver na cozinha, fica deitado na cozinha, com a cabeça pousada nas patinhas da frente. Se estiver na sala, deita-se na caminha dele, dorme um sono. Vem para o chão, dorme outro sono. Espreguiça-se, volta para a cama, dorme outro sono. E por ai adiante.
E, assim sem querer, acabou por nos conquistar. Estamos a tentar arranjar-lhe uma boa casa, com pessoas que lhe sejam tão dedicadas como ele é para as pessoas. Vai custar-nos muito quando ele for embora, porque foi ele que nos escolheu e não podíamos estar mais gratos. Mas também queremos que ele tenha uma casa melhor, com um terraço ou uma varanda, mais espaço para brincar.
Até lá, vamos desfrutando todos os mimos que nos exige e que nos dá de volta.

Sem comentários:
Enviar um comentário