Então, descobrir que vamos passar à próxima fase, que vamos ser 3 em vez de 2, que temos um "pãozinho" no forno....e por ai fora ( que de repente não me lembro de mais metáforas associadas à gravidez) foi o momento mais empolgante da minha vida. E mais assustador.
Empolgante porque era o que queríamos e desejávamos muito.
Assustador porque é uma grande responsabilidade. Mas mais assustador ainda é como um serzinho, do tamanho de uma semente, dentro da minha barriga conseguiu deixar-nos perdidamente apaixonados à primeira ecografia.
Quando vi o positivo foi....interessante, vá.
Lembro-me de ter andado o dia todo nervosa. Eu "sabia" que alguma coisa se passava. O meu corpo estava diferente. Sentia isso.
Mas tinha tanto medo de um negativo que deixei o tempo passar. Das vezes anteriores também tinha tido atrasos, dos grandes. Por duas vezes acreditamos que sim e os testes mostraram nãos. E eu não queria mais nãos.
Lá ganhei coragem e a meio da tarde sai a correr, fui à farmácia mais próxima, comprei o teste e vim para casa a voar. E assim que cheguei a casa fui fazer o teste. Quase nem tempo tive para fechar o teste, o + apareceu, bem definido, sem margem para dúvidas.
E eu chorei de felicidade, e chorei de medo. E depois pensei "E AGORA???".
Havia dias que acreditava, outros achava que nem podia ser possível. Caramba, já tinha tanta sorte na vida, sou tão feliz, duvidei que seria merecedora desta dádiva.
E ao mesmo tempo aquela sensação maravilhosa que o nosso momento chegou. Que estamos a criar uma vida, um verdadeiro milagre.
Durante muito tempo nem me sentia grávida. Se alguma coisa doía - "ui que se calhar passa-se alguma coisa de errado"; se nada doía - "ui que devia doer, não sinto nada, passa-se alguma coisa!"
Agora estou bem mais calma, acho que sentir a bebé ajuda muito, mas andava sempre nervosa, pedia-lhe para se agarrar bem. Dizia-lhe (e digo) o quanto ela é importante para nós, o quanto a amamos.
E ela fez um excelente trabalho.
Estamos muito orgulhosos, princesa linda de seus papas!
Olá. Sou a Elsa e sou mãe de uma princesa maravilhosa. Sou apaixonada pela vida e pelas Letras. Este é um escape, onde esvazio o coração e descanso da correria dos dias. Vou partilhando o meu dia a dia e a minha alegria, com o único propósito de tentar apanhar esta vida que não para e fazer introspeção. Porque se não for para ser feliz, nem vale a pena tentar.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Respirar
Existem alturas em que sustemos a respiração e ficamos assim por muito tempo.
Tanto que, quando nos apercebemos, quase que já nem sabemos respirar.
Mas respiramos. Gulosos e sedentos. O peito arde e nem consegue expandir. E o ar, o oxigénio, percorre o nosso corpo e alimenta-o e acorda-o. E quando expiramos vem a calma e começa tudo outra vez. Até reaprender a respirar novamente.
Muitas vezes, até vezes demais, dei por mim assim. A aprender a respirar através de cada inspiração e expiração.
Muitas vezes fiquei dormente. Por ser mais fácil sentir a dormência do que enfrentar a dor. Agora já não é assim. Continuo a suster a respiração muitas vezes.
Mas já não fico dormente. Agora opto por sentir. Sentir a dores no estômago, o aperto no coração, o nó na garganta. Porque sou feliz.
Mesmo nos momentos em que a ansiedade me toma o corpo e a mente, tenho aquela mão que me segura e o abraço que me protege. E que me aquece o coração. E sei que sou uma sortuda.
Estive seis semanas sem respirar. E depois de seis semanas que custaram e doeram no coração, voltei a respirar. Como nunca tinha feito antes. Com vontade e força que nunca tinha experimentado.
Toda a minha vida ganhou um novo sentido, uma nova força, uma razão mais forte. Era feliz há seis semanas atrás, mas agora sou ainda mais feliz.
Agora tenho tudo.
Tanto que, quando nos apercebemos, quase que já nem sabemos respirar.
Mas respiramos. Gulosos e sedentos. O peito arde e nem consegue expandir. E o ar, o oxigénio, percorre o nosso corpo e alimenta-o e acorda-o. E quando expiramos vem a calma e começa tudo outra vez. Até reaprender a respirar novamente.
Muitas vezes, até vezes demais, dei por mim assim. A aprender a respirar através de cada inspiração e expiração.
Muitas vezes fiquei dormente. Por ser mais fácil sentir a dormência do que enfrentar a dor. Agora já não é assim. Continuo a suster a respiração muitas vezes.
Mas já não fico dormente. Agora opto por sentir. Sentir a dores no estômago, o aperto no coração, o nó na garganta. Porque sou feliz.
Mesmo nos momentos em que a ansiedade me toma o corpo e a mente, tenho aquela mão que me segura e o abraço que me protege. E que me aquece o coração. E sei que sou uma sortuda.
Estive seis semanas sem respirar. E depois de seis semanas que custaram e doeram no coração, voltei a respirar. Como nunca tinha feito antes. Com vontade e força que nunca tinha experimentado.
Toda a minha vida ganhou um novo sentido, uma nova força, uma razão mais forte. Era feliz há seis semanas atrás, mas agora sou ainda mais feliz.
Agora tenho tudo.
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