quinta-feira, 14 de abril de 2016

Tempo que não passa, foge!

5 meses. Cinco meses e meio!

Ainda estou embriagada por todo este amor, ainda me estou a acostumar a toda esta vida. E que maravilha de vida eu tenho!

Cinco meses que passaram como se fossem dias. Correm, fogem-me dos dedos, enquanto este amor cresce ao mesmo tempo que ela. Ela, amor da minha vida, razão do meu sorriso, da minha felicidade, da minha alegria. Sempre imaginei estar perdidamente apaixonada por ti e dou por mim ainda mais apaixonada. Este amor infinito, incondicional, perpetuo, que me faltam as palavras para o descrever, sobram os sentimentos, as sensações e as emoções.

Estou a descobrir todo um novo mundo, maravilhoso mundo. E tem sido por etapas.

Nas primeiras semanas, o corpinho pequeno, enrugado e frágil acompanha os medos, os terrores as incertezas, as inseguranças. São as piores, as primeiras semanas. Lembro-me de pensar de como gostaria de ter uma enfermeira comigo, 24h por dia, só para me acalmar, dizer que estava tudo bem, que eu estava a fazer tudo bem.

Mas depois passa. E vêm os sorrisos, esses deliciosos sorrisos, e começa a palrar, e começa a crescer e a engordar (sim, porque o que queremos é que engordem e bem!) e percebemos que está a resultar, pelo menos para já. E vamos ficando mais confiantes e orgulhosos da nossa bebé que cresce a olhos vistos, saudável, forte e linda.

Às vezes dou por mim com saudades de quando era mais pequenina e, sobretudo, de como vou sentir saudades dela assim como está agora. Sofro muito por antecipação, bem sei...fazer o quê, né?

Vou aproveitar cada sorriso, cada gargalhada, cada beijo besuntado de baba, cada miminho, cada olhar, e guarda-los no meu coração para sempre.


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Mais valia ficar calada!

A maternidade mudou muito a minha prespetiva do mundo, umas coisas para melhor, outras para muito pior! Tenho aprendido muito,sobretudo a amar incondicionalmente. E tem sido maravilhoso. Antes de engravidar eu tinha muitas ideias (estúpidas) diferentes das que tenho agora. Estava sempre pronta, de indicador esticado, a mandar bitaites e a opinar, que eu fazia assim e assado. E descobri que calada, era uma casa cheia. Aqui ficam alguns exemplos:

- Dormir com o bebé?? NUNQUINHA!!!

(Poooiiiisssss...durante a noite sou uma defensora dos bebés dormirem na caminha deles, até porque tenho muito medo de a magoar durante a noite, mas durante o dia....ninguém me tira a sestinha da tarde em que dormimos agarradinhas - tão bom!)


-O bebé não pode estar sempre ao colo, fica mal habituado!

(Sim, eu pensava assim. Agora acredito piamente que o lugar dos bebés é no colo dos pais. Bebés não têm vícios, têm necessidades.)


-Amamentar...não sei se me sinto preparada...

(Pois que estava mais preparada do que poderia imaginar. Não foi um começo fácil e surpreendi-me a mim própria pela força que tinha, e não sabia, para continuar a insistir. E continuamos com leite materno exclusivo - yeah!)


-Quando tiver um filho e mal faça um mês vou arranjar quem fique com ele para sair, ir ao ginásio...

(Humm...como eu estava enganada! A verdade é que não senti nem sinto necessidade de fazer seja o que for sem a minha filha. Só não voltei para o ginásio, porque tudo resto fazemos juntas e adoro! A verdade é que saber que daqui a pouco vou ter que a deixar dá-me uma dor no coração.)


-Quando tiver um filho vou passa-lo para o quartinho dele assim que faça 1 mês!

(Bate na boquinha E! Vai sair do nosso quarto aos 18. ANOS!)


-De certeza que quando tiver um bebé, vou andar desejosa que passe a licença para voltar a trabalhar.

(Não. De maneira nenhuma! Fiquei desempregada 2 dias depois da princesa nascer e foi o melhor que me aconteceu! Sinto falta de trabalhar, de sair e voltar à noite, gosto dessas rotinas e do dinheiro, claro. Mas amo infinitamente mais a minha filha. No entanto, soube hoje que vou começar uma formação dia 29 deste mês, no dia em que faz 6 mesinhos. Ainda estou a tentar lidar com isso. Só posso dizer que não está a ser fácil. Nada fácil.)


Assim de repente, não me lembro de mais nada, mas quando me lembrar voltamos ao assunto!



terça-feira, 12 de abril de 2016

Descoberta de um novo amor

Outra coisa que me surpreendeu, que não estava a contar.

O Amor.

Sim, porque sempre soube que iria ama-la perdidamente. E cada dia crescia mais e mais. Mas assim que a vi pela primeira vez, pousada na minha barriga ( do lado de fora!), quando lhe dei o primeiro
beijo, soube que a partir dali seria diferente. Não há palavras para descrever este amor tão grande, tão forte, que nos enche o coração, a alma e a vida. Sempre imaginei que tinha uma noção do que sentiria. Mas não tinha. Nem tenho palavras que o descrevam. Só sentindo. É a única maneira de entender este amor tão bom, que nos aquece e embala, assim como nos dá uma ganas de genica, de força e vitalidade.

E este amor vem de mão dada com o medo.

 O meu coração nunca mais teve sossego. Tenho milhões de medos. Medo que chore, que esteja triste, que fique doente, que tenha dores. Sei que vai crescer e vai sofrer. Alguém vai trair a sua confiança, alguém vai desiludi-la, alguém vai partir-lhe o coração. E ela vai chorar, com o coração a doer, sem entender porque é que o mundo é tão cruel, tão frio. E mesmo eu tentando explicar que faz parte, que dói mas passa, que precisamos destes momentos para valorizar os outros, que a vida vai dar-lhe muitas coisas boas e que só está a prepara-la para ser tudo o que quiser, ela não vai entender, não me vai ouvir. 

Gostava de poder pegar em tudo o que não a faz feliz e passar para mim. Se pudesse, não permitia que nada a fizesse sofrer, que ninguém a magoasse. Mas não posso. Vou sofrer com a minha bebé, mesmo sendo uma mulher e vou tentar dar-lhe todas as ferramentas para ultrapassar tudo vitoriosa, de sorriso nos lábios.

Só desejo que seja saudável, forte e, sobretudo, feliz. 
Que a vida seja generosa com o meu tesouro.