O Amor.
Sim, porque sempre soube que iria ama-la perdidamente. E cada dia crescia mais e mais. Mas assim que a vi pela primeira vez, pousada na minha barriga ( do lado de fora!), quando lhe dei o primeiro
beijo, soube que a partir dali seria diferente. Não há palavras para descrever este amor tão grande, tão forte, que nos enche o coração, a alma e a vida. Sempre imaginei que tinha uma noção do que sentiria. Mas não tinha. Nem tenho palavras que o descrevam. Só sentindo. É a única maneira de entender este amor tão bom, que nos aquece e embala, assim como nos dá uma ganas de genica, de força e vitalidade.
E este amor vem de mão dada com o medo.
O meu coração nunca mais teve sossego. Tenho milhões de medos. Medo que chore, que esteja triste, que fique doente, que tenha dores. Sei que vai crescer e vai sofrer. Alguém vai trair a sua confiança, alguém vai desiludi-la, alguém vai partir-lhe o coração. E ela vai chorar, com o coração a doer, sem entender porque é que o mundo é tão cruel, tão frio. E mesmo eu tentando explicar que faz parte, que dói mas passa, que precisamos destes momentos para valorizar os outros, que a vida vai dar-lhe muitas coisas boas e que só está a prepara-la para ser tudo o que quiser, ela não vai entender, não me vai ouvir.
Gostava de poder pegar em tudo o que não a faz feliz e passar para mim. Se pudesse, não permitia que nada a fizesse sofrer, que ninguém a magoasse. Mas não posso. Vou sofrer com a minha bebé, mesmo sendo uma mulher e vou tentar dar-lhe todas as ferramentas para ultrapassar tudo vitoriosa, de sorriso nos lábios.
Só desejo que seja saudável, forte e, sobretudo, feliz.
Que a vida seja generosa com o meu tesouro.
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