quinta-feira, 22 de outubro de 2015

E então......NADA!


Nunca, nem por um milésimo de segundo, imaginei que dia 22 de outubro estaria ainda grávida. Imaginei sempre que dia 18, no máximo, já estaria com a minha princesa nos braços. Mas não. Ainda cá estamos e nada de nascer.

Hoje faz 40 semanas. 40 semanas de namoro às cegas, de um amor gigante, de uma preocupação constante, de um carinho infinito. 40 semanas santas, com pequenos sustos ( que felizmente nunca passaram disso mesmo - sustos). 40 semanas de caminhada, de crescimento, de maturação, de preparação. 40 semanas de saudade. Saudades do que nunca vimos, nunca tocamos. Saudades do cheiro que ainda não conhecemos, do abraço que ainda não sentimos, do olhar que não conhecemos.

Precisamos de passar este amor para a fase seguinte. Porque dizer que te amo não chega. Preciso de te dizer olhos nos olhos, mesmo na bolinha preta do olho, onde está a alma. Preciso amar-te pele na pele, sem ter no meio de nós as entranhas e a minha pele. Preciso-te nos meus braços, nos meus olhos e na minha boca.

Preciso-te, muito. Precisamos, os dois.

Porque esta distancia, mesmo que estejas dentro de mim, já é demais. Preciso-te onde os meus olhos te possam ver, as minhas mãos tocar-te.

Porque amar-te, já te amo à 40 semanas. E amar-te-ei até ao fim da minha vida, serás sempre o nosso amor maior. Por isso, vem logo.

As coisa boas da vida fazem-se esperar. Já fizeste a tua parte, deixa-nos fazer a nossa, pele na pele.








segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Lições


Dou por mim diferente. Não melhor, não pior. Apenas diferente. Com outras prioridades, com outras perspectivas e ambições. Com sonhos ligeiramente diferentes, com outras vontades. Dei por mim a repensar todo o conteúdo do blog, que passou a ser um diário bem mais pessoal e intimo do que imaginei de inicio. Quando comecei, há tão pouco tempo, estava longe de imaginar a volta que a vida iria dar, não adivinharia as surpresas maravilhosas que me aguardavam. E, assim, deixei de ser uma miúda confusa e com tantas e tantas suposições, tantas e nenhumas vontades, que tanto quer como não quer. Agora sinto-me mais mulher, mais forte, mais capaz, mais certa das minhas certezas. E, claro, mais feliz.

Amadureci tanto, ao longo destes meses. Este ano tem sido um professor. Dos bons, dos meigos. E sinto-me abençoada. Abençoada pelos caminhos que a vida me mostrou e encaminhou. Pelas adversidades que me tornaram mais forte, pelos mimos que me tornaram doce. E, sobretudo, por ter colocado no meu caminho as pessoas certas, na hora certa.

Sou da opinião que passamos grande parte da nossa vida a desejar que passe tudo rápido, sem aproveitar-mos nada, sem nos apercebemos do que se passou, só que passou. Ansiamos o fim de semana, as férias, o Natal, a Páscoa, o dia X. Vemos a vida passar à frente dos nossos olhos sem conseguir-mos tocá-la, sem conseguir-mos vivê-la. E depois chega o tão desejado dia e o que nos vem à cabeça??? Passou tão rápido! Nem nos apercebemos que já está. olhamos para trás e só fica a sensação de correria, e de vazio. E isso é tão errado, tão injusto. Quando penso nisso tenho pena pelos abraços corridos e pelos beijos que mal sentimos. Ultimamente, tenho tentado aproveitar mais. Demorar nos acordares, abraçar sem pressa e desfrutar de cada momento. Mas isso foi até à pouco.

Agora, neste momento, mais do que qualquer outro na minha vida, desejo, ardentemente, que estes dias passem bem rápido. Porque estamos ansiosos que a nova fase  da nossa vida comece. Estamos em suspenso à espera do nosso amor maior, do que fizemos com tanto amor e carinho.

Em suma, queremos abraçar e beijar o que o nosso amor criou.







terça-feira, 22 de setembro de 2015

Ai...ai...ai....



E de repente dou por mim e está quase, quase, quase.
E a ansiedade é já mais que muita. Caramba, não vejo a hora de a ter nos braços; abraça-la tanto contra ao peito; pegar naquela mãozinha linda (que pelas ecografias parecem ser bem gordinhas); cheira-la; beija-la e admira-la; olhar para ela e ama-la. Mais do que amo agora, mais do que a amo desde que vi o positivo. Estamos ansiosos que nos venha encher o coração, ainda mais se possível. O nosso tesouro.


Está tudo preparado para ela. Até nós. A casa já é dela, tudo pensado ao mais ínfimo pormenor para a deixar o mais confortável possível, e feliz. Muito feliz. Porque é só isso que queremos, que lhe exigimos. Tem que ser feliz, a nossa princesa.

Ainda não me sinto preparada para exclamar que já passou e que passou muito rápido. A verdade é que sinto como se o tempo tivesse acelerado um pouco a partir do terceiro trimestre. Mas ainda falta o resto. Falta que estes desconfortos (pequeninos!) desapareçam; ainda falta o trabalho de parto e tudo o que isso acarreta. E, por fim, falta ouvi-la chorar e recebe-la nos meus braços - porque no coração há muito que já tem o seu lugar.




Quando quiseres meu amor, estamos só à tua espera.







sábado, 29 de agosto de 2015

Quando nos deixamos calcar...

Às vezes dou por mim de boca aberta, olhos esbugalhados, a contemplar certas e determinadas atitudes.

Sou muito dona do meu nariz, muito senhora da minha vida, e uma das coisas que me tira verdadeiramente do sério é alguém pensar que pode e que tem o direito de controlar a minha vida ou impor obrigações. A mim ou a quem amo.

Sobretudo, quando confundem amizade com outros estatutos.

Por bem, ajudamos todos os amigos, se pudermos. Mas quando nos tentam impor seja o que for, como se fosse obrigação nossa, quando claramente não é, ai sim, salta-me a tampinha!

E o pior, é que sinto que só nos faz isto quem percebe que temos coração mole e ignoramos muitas situações pelo bem da relação.

Mas nunca, em caso algum, devemos deixar que nos anulem desta forma, que mexam com o nosso interior fazendo-nos sentir culpados e responsáveis de situações que não têm nada a ver connosco. E mesmo que tenhamos, ninguém tem o direito de nos controlar, de uma maneira ou de outra. É uma violência, como qualquer estalo ou insulto, à nossa integridade.

Por mim, por quem amo, por todos, não permitirei que voltem a fazer o mesmo.



sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Amor Maior

Vi a minha princesa.

Sou suspeita, mas é linda. É perfeita.

Tem o sorriso mais doce do mundo, enche-me o coração.

E continua aqui, na minha barriga.

A tecnologia é realmente maravilhosa.

Não que seja uma prioridade, nem uma necessidade.

Mas é um mimo muito bom poder vê-la mais cedo.


Estou perdidamente apaixonada por estes 2 kg de gente, por este amor maior.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O mundo está perdido #2

Talvez seja daquelas coisas que eu nunca tinha reparado, mas agora, sendo eu uma pessoa mais conscienciosa do mundo que me rodeia, prestei mais atenção. A quê? À (brilhante) atitude de certas pessoas que usam o facebook como meio de insultar opinar sobre pessoas assuntos do foro pessoal global. Isto é:

"Só para que saibas, estou muito bem na vida e feliz com o homem mais maravilhoso do mundo. Querias não era? ;-) Beijinho no ass."

ou

"Pediste-me amizade para andares a ver a minha vida?! Estás à vontade que eu não tenho nada a esconder e ainda podes  aprender alguma coisa! Hahaha. Beijinho no ombro."


É de sublinhar que acho de grande elegância e educação mandarem beijinhos em partes muitos giras do corpo. Gosto muito. E gosto também dos comentários:
  • "Boa! Mostra-lhes como é!"

  • "É assim mesmo!"

  • "UI! Ela(e) está fu-fu!"

  • "Ele(a) que vá à merd@! Bem dito!"

Não sei o que significa "FU-FU". Será fofo? Mas gosto ainda mais dos erros ortográficos. Mas não os vou reproduzir, porque sempre que os leio sinto que regrido um pouquinho, se os transcrever receio ficar estúpida de vez.





terça-feira, 28 de julho de 2015

Amor

E assim de repente sinto que fui atacada por uma onda gigante e andei às voltas e às cambalhotas na areia, a tentar respirar, tentar por a cabeça fora de água.

Essa onda é amor. Puro e duro. Como nadar numa baía, com a água calma, o sol a queimar a cara e a aquecer o coração e de repente, do nada, o mar revolta-se e impõe-se. E é maravilhoso na mesma, só nos obriga a reparar nele, a ter noção dele e da sua grandeza, da sua importância.

Hoje o amor obrigou-me a pensar na nossa relação, na nossa vida. Sabes, eu adoro aninhar-me em ti. Sentir o teu cheiro, a tua pele na minha, ouvir o teu coração a bater e a tua respiração ritmada.
Há uma coisa muito parva que eu faço para conseguir dormir quando não estás comigo. O teu coração tem um ritmo muito próprio e, às vezes, dou por mim a repeti-lo na minha cabeça até adormecer. Eu sei, é assim meio ridículo, mas resulta muito bem.
Como eu adoro apertar-te contra mim, com tanta força que parece que nos vamos fundir.

Sinceramente, acho que não tens noção do quanto te amo, do quanto me completas e me transformas e me acalmas e me enervas e me acalmas outra vez. Tens o sorriso mais doce do mundo! E se eu insisto para gargalhares mais é porque me enche o coração esse teu gargalhar. Continuo a achar que és bom demais para mim. A vida acabou por me compensar bem demais, que até desconfio que possa ser verdade.

És maravilhoso. Já te disse montes de vezes e hei-de repeti-lo para todo o sempre, tu és a melhor pessoa que conheço, que alguma vez conheci. Esse teu coração é do mais precioso que existe. Tens uma luz em ti tão forte e tão boa que transborda.

Caramba, amo-te tanto. Tanto que doí. Tanto que sufoco em mim. Tanto, que mesmo achando que te amava muito, agora quase que nem consigo explicar. Eu não sabia, mesmo, que se podia amar tanto assim.

Não é por ser o dia de hoje que me lembrei de escrever-te. Foi sem querer quase. O coração obrigou-me; este amor estava a precisar de se exprimir melhor, porque dizer-to todos os dias não chega e mostrar-te nunca é suficiente. Tudo o que escrevi já to disse, de uma maneira ou de outra. Mas hoje teve que ser. Só porque sim. Só porque te amo mais do que te poderei mostrar nesta e noutras vidas.

Porque este amor não vai parar de crescer nunca. E é para sempre.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Zorro

Nestes dias aprendi lições valiosas para a vida, que não fazia ideia, sobre o mundo animal em geral e o canino em particular. Mas já lá vamos.

Tudo começou numa bela manhã de sol radiante e aconchegante ( ainda era muito cedo, por isso ainda não estava o calor infernal que se tem feito sentir), enquanto abria as janelas ouvia um chorozinho e umas patinhas a quererem subir parede acima. O cãozinho mais fofo, pequenino e branco, com uma espécie de mascarilha à volta dos olhos e nas orelhas.Não dei muita importância, até porque pensei que devia ser de alguém que andava a passeá-lo.

Acontece que na manhã seguinte lá estava ele outra vez. Não tinha saído de lá a noite toda. E depois demonstrou aquele instinto protetor comigo, sempre que alguém se aproximava ele ladrava e rosnava. O que era super amoroso de ver, aquele montinho de pelo pequenino com o ar mais querido do mundo a rosnar a meio mundo.

Claro está que não lhe resisti. Falei com o Homem e, tendo ele o maior e melhor coração do mundo, concordou de imediato resgatar o pequeno. Chamamos-lo de Zorro. E é assim um amor. Passa o tempo a dormir, é muito calminho. Isto quando estamos com ele.

Se sairmos e demorar-mos mais um pouquinho é o suficiente para despertar a fera! Sim, o menino Zorro vira um rebelde quando se apanha sozinho. Apanha sapatilhas, velinhas, o COMANDO DA TV, tudo o que conseguir apanhar basicamente, e guarda tudo na caminha dele. E faz xixi contra o sofá se quando chegamos a casa não formos passeá-lo imediatamente ( mesmo que só tenhamos demorado 1 hora e antes de sair levamos-lo sempre à rua!).

Mas depois fica um anjinho outra vez. Fica comigo onde eu estiver. Se estiver na cozinha, fica deitado na cozinha, com a cabeça pousada nas patinhas da frente. Se estiver na sala, deita-se na caminha dele, dorme um sono. Vem para o chão, dorme outro sono. Espreguiça-se, volta para a cama, dorme outro sono. E por ai adiante.

E, assim sem querer, acabou por nos conquistar. Estamos a tentar arranjar-lhe uma boa casa, com pessoas que lhe sejam tão dedicadas como ele é para as pessoas. Vai custar-nos muito quando ele for embora, porque foi ele que nos escolheu e não podíamos estar mais gratos. Mas também queremos que ele tenha uma casa melhor, com um terraço ou uma varanda, mais espaço para brincar.

Até lá, vamos desfrutando todos os mimos que nos exige e que nos dá de volta.



segunda-feira, 13 de julho de 2015

Às vezes

Às vezes não sei.
Às vezes sou assolada por um sufoco, por um aperto no coração inexplicável.
Às vezes dou por mim a sentir-me ingrata por ser tão feliz e, ainda assim, as lágrimas teimam em jorrar por estes olhos como cascatas.

Eu acredito que faz parte do crescimento e maturação de nós, enquanto indivíduos únicos. E também alguma culpa hormonal.
É necessário chorar. Sinto essa necessidade, para me renovar, para me fortalecer. As lágrimas têm esse poder de serem muito esclarecedoras, mesmo não havendo questões implicadas. Sinto o coração mais leve e uma maior e melhor preparação para enfrentar quaisquer desafios que surjam.

Sou da opinião que independentemente de quem nos rodeamos, de quão circunstancial possa a vida ser, no fim somos sempre os únicos responsáveis pelo curso das nossas vidas. Cada um é responsável pelas suas acções, ou pelas atitudes perante circunstancias desafiantes que vão surgindo no caminho. Somos nós que definimos o nosso ser, o nosso destino. E tudo depende das nossas escolhas. É assim, tão simples. No mínimo, perante qualquer situação, temos duas opções. Cada uma delas nos trará diferentes consequências. Por vezes, são as escolhas mais difíceis que nos oferecem aquilo que mais precisamos. Não imediatamente, mas a longo prazo, quando olhamos para trás, percebemos que tinha que ser assim, não podia ser de outra maneira. E, muitas vezes, duvidei das minhas escolhas, temi estar a ser precipitada e espontânea. Mas agora, em retrospectiva, sei que o que fiz, o que passei, trouxe-me até aqui. Tenho a vida que sempre quis, que sempre sonhei. Não no sentido desprovido de sonhos e objectivos, porque tenho carradas de metas para cruzar, muitos objectivos por atingir e muitos outros por traçar e sonhos, sonhos que não acabam nunca. Sou feliz, tenho plena consciência disso, muito em parte pelo amor que está comigo e pelo o outro amor, aquele que trago comigo.

Durante muito tempo na minha vida não me senti feliz e achava que nunca seria capaz de o ser, plenamente. E sê-lo agora, e saber que o sou, é maravilhoso, uma verdadeira dádiva. Por isso, acredito que fiz o que precisava fazer, afinal parece que até fiz boas escolhas.

E a parte boa das escolhas é que não são irrefutáveis. São como a vida, estão em constante mudança e , se por alguma razão quiser-mos seguir um percurso diferente, nada nos impede. Basta seguir aquilo que acreditamos, lutar pelo que achamos ser o mais correto e tudo o resto virá por acréscimo.

É possível sermos felizes, em qualquer lugar, em qualquer idade. Basta nos predispormos para isso, porque é sempre o melhor a fazer por nós, nós merecemos ser felizes.

Vamos fazer por isso; vamos ser felizes.






quinta-feira, 2 de julho de 2015

O mundo está perdido #1

Ah maravilha das maravilhas! É com muito prazer que apresento uma nova rubrica! ( é também a única, pelo menos para já!) Com um nome tão sugestivo é fácil de perceber que coisa boa não vai sair daqui. Ou entra aqui. Depende da perspectiva. Adiante!
Basicamente, esta rubrica é uma excelente forma de cuspir, por assim dizer, os meus pensamentos sobre variadíssimos temas fulcrais da nossa sociedade, nomeadamente cenas parvas das redes sociais.
Ora vamos lá cortar a fita e...........está inaugurada!!!! Desfrutem!





Então não é que anda toda a gente de dieta??!!!

Todos a querer ficar magrinhos (anorécticos) agora para o verão; eu a ficar do tamanho dum planeta....talvez dum satélite natural como a lua, ficarei do tamanho dum planeta mais para o fim...
Está certo!

Palavras

Reparei que ultimamente só falo da minha gravidez, da minha "nenuca", de como estou feliz, ou com medo, ou ansiosa, ou blablabla.

Não enganei ninguém, aqui no barraco escrevo o que quero e quando quero! Se bem que o quando quero alterar.

Preciso de escrever, para limpar a cabeça e a alma. É uma necessidade antiga, mas desde que estou em casa sinto essa urgência.
Nem sei bem sobre o que é quero escrever, mas preciso. Estou perto da demência.

Preciso de outras coisas agora que nem me apercebia que me estavam a fazer tanta falta, mas que me fazem tão bem. E escrever é uma delas,a principal até.

Sempre escrevi. Desde muito nova. Passava muito tempo sozinha e a folha de papel e a caneta eram o meu mundo. Nem precisava de mais nada. Entrava numa outra dimensão. Na dimensão dos sonhos, em que a criatividade e a imaginação criam vidas, personagens, histórias.
Nos dias menos bons, vomitava o que me ia no coração. Enterrava nas palavras a minha dor e, no fim de cada frase, de cada parágrafo, o coração ficava menos pesado, a dor ficava mais suportável. As lágrimas limpavam a alma, a escrita rejuvenescia o coração.

Resulta muito bem. E agora, tantos anos depois, preciso de escrever. Não por estar infeliz, mas só porque sim. Porque mesmo um coração feliz precisa de se expressar.

E não conheço melhor maneira do que esta das palavras.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Mudanças

Esta tem sido uma aventura e tanto.
 
Desde que descobri que estou grávida a minha vida mudou, a nossa vida mudou. 
As prioridades mudaram, as preocupações, os medos. 

Passamos a ser muito mais ansiosos. Passamos, mais eu, a ter uma fé muito mais profunda, a rezar mais. A acreditar mais. 

E no meio disto tudo, dei por a mim a fazer coisas que nunca faria. Deixei de querer controlar o mundo e passei a deixar fluir. Passei a acreditar mais em mim, nas minhas capacidades e no meu corpo. 

Comecei a amar mais, com mais força, com mais intensidade. 
Amar mais o meu marido, amar mais a vida, o meu espaço, os meus sonhos, o sol, o vento, o calor e o frio. 
E amo-me mais, amo o meu corpo pela capacidade maravilhosa de se alterar, adaptar, criar e manter esta vida dentro de mim, que já é a minha vida, o meu todo, o meu mundo.

Quero acreditar que este amor dentro de mim, que continua a crescer infinitamente, me transformou. Me tornou melhor, mais forte, apesar de todos os medos e receios; mais segura, independentemente de toda a insegurança, dúvidas e anseios.

Acima de tudo, sou feliz. Já era, antes de engravidar e de ter este milagre. Mas sou muito mais agora. 

E acredito que daqui a 3 meses, serei indefinidamente mais feliz. 

Estou a contar com isso.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Positivo!

Então, descobrir que vamos passar à próxima fase, que vamos ser 3 em vez de 2, que temos um "pãozinho" no forno....e por ai fora ( que de repente não me lembro de mais metáforas associadas à gravidez) foi o momento mais empolgante da minha vida. E mais assustador.

Empolgante porque era o que queríamos e desejávamos muito.

Assustador porque é uma grande responsabilidade. Mas mais assustador ainda é como um serzinho, do tamanho de uma semente, dentro da minha barriga conseguiu deixar-nos perdidamente apaixonados à primeira ecografia.

Quando vi o positivo foi....interessante, vá.
Lembro-me de ter andado o dia todo nervosa. Eu "sabia" que alguma coisa se passava. O meu corpo estava diferente. Sentia isso.

Mas tinha tanto medo de um negativo que deixei o tempo passar. Das vezes anteriores também tinha tido atrasos, dos grandes. Por duas vezes acreditamos que sim e os testes mostraram nãos. E eu não queria mais nãos.

Lá ganhei coragem e a meio da tarde sai a correr, fui à farmácia mais próxima, comprei o teste e vim para casa a voar. E assim que cheguei a casa fui fazer o teste. Quase nem tempo tive para fechar o teste, o + apareceu, bem definido, sem margem para dúvidas.

E eu chorei de felicidade, e chorei de medo. E depois pensei "E AGORA???".

Havia dias que acreditava, outros achava que nem podia ser possível. Caramba, já tinha tanta sorte na vida, sou tão feliz, duvidei que seria merecedora desta dádiva.

 E ao mesmo tempo aquela sensação maravilhosa que o nosso momento chegou. Que estamos a criar uma vida, um verdadeiro milagre.

Durante muito tempo nem me sentia grávida. Se alguma coisa doía - "ui que se calhar passa-se alguma coisa de errado"; se nada doía - "ui que devia doer, não sinto nada, passa-se alguma coisa!"

Agora estou bem mais calma, acho que sentir a bebé ajuda muito, mas andava sempre nervosa, pedia-lhe para se agarrar bem. Dizia-lhe (e digo) o quanto ela é importante para nós, o quanto a amamos.

E ela fez um excelente trabalho.

Estamos muito orgulhosos, princesa linda de seus papas!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Respirar

Existem alturas em que sustemos a respiração e ficamos assim por muito tempo.
Tanto que, quando nos apercebemos, quase que já nem sabemos respirar.

Mas respiramos. Gulosos e sedentos. O peito arde e nem consegue expandir. E o ar, o oxigénio, percorre o nosso corpo e alimenta-o e acorda-o. E quando expiramos vem a calma e começa tudo outra vez. Até reaprender a respirar novamente.

Muitas vezes, até vezes demais, dei por mim assim. A aprender a respirar através de cada inspiração e expiração.
Muitas vezes fiquei dormente. Por ser mais fácil sentir a dormência do que enfrentar a dor. Agora já não é assim. Continuo a suster a respiração muitas vezes.

Mas já não fico dormente. Agora opto por sentir. Sentir a dores no estômago, o aperto no coração, o nó na garganta. Porque sou feliz.

Mesmo nos momentos em que a ansiedade me toma o corpo e a mente, tenho aquela mão que me segura e o abraço que me protege. E que me aquece o coração. E sei que sou uma sortuda.

Estive seis semanas sem respirar. E depois de seis semanas que custaram e doeram no coração, voltei a respirar. Como nunca tinha feito antes. Com vontade e força que nunca tinha experimentado.

Toda a minha vida ganhou um novo sentido, uma nova força, uma razão mais forte. Era feliz há seis semanas atrás, mas agora sou ainda mais feliz.

Agora tenho tudo.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Das Manhãs ( ou o meu título que começa por "Das")

Há dias maus. Daqueles em que estamos sem paciência, sem vontade, sem auto-estima, sem nada. Daqueles dias que nos dizem "Bom Dia!!!", aqueles bons dias estridentes e felizes e cheios de simpatia. E a nossa resposta (minha) é um grunhido entre os dentes que soa a "om ia", acompanhado por um revirar de olhos.

Na verdade, todos os dias para mim são maus dias. Calmaaaa! Só na parte da manhã. Mais precisamente, pós -acordar. É verdade. Quem diria...um ser tão fofinho como eu e maravilhoso e tudo e tudo com mau acordar. É verdade. Um pequeno preço a pagar por ter a minha bela companhia durante a noite. O homem sofre, mas sofre mesmo. Felizmente, para ele, foi aprendendo com o tempo a lidar com a situação. Agora, pura e simplesmente, ignora. não fala comigo até eu comer. Que é quando volto ao normal. Acordo monstro e viro princesa após o pequeno-almoço. Que visão fofinha!

Nem sou assim muito difícil, a meu ver. Só não gosto que falem para mim de manhã. Nem mastiguem. Nem respirem. Nem que façam qualquer som.
Ainda me recordo das primeiras vezes que o Luzinha acordava ao meu lado com um sorriso e todo fofinho e cheio de abraçados e " bom diiiiaaaaa!!" ou " que boooommmm". E eu, querida que só eu, esticava os bracinhos e grunhia: "Chega pa lá!". Era a alegria! 

Uma vez, zanguei-me enquanto tomavamos o pequeno-almoço. Ele estava a comer torradas. Mas parecia que estava a comer toda uma equipa de construtores civis em plena empreitada que aposto que todos os vizinhos das redondezas conseguiam ouvi-lo. Parece que estou a ouvi-lo neste preciso momento. É algo que fica connosco. 
Eu inspirei tão profundamente que ele parou de mastigar, com a boca cheia de comida ( ou operários) e ficou especado a olhar para mim. E eu...E eu....bem, eu sorri. Nesse momento soube que este era o homem da minha vida. Estava tão fofo que parecia um hamster a comer. Na minha cabeça, vi-o com umas mãos pequeninas a levar a comida à boca e a mastigar muito de depressa só com os dentes da frente. Coisa mai linda de sua E!

E quando chegamos a esta conclusão, de manhã pós-acordar e ante-comer, só pode ser amor. 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A primeira vez

Meu coração pula de alegria e de entusiasmo ao escrever estas palavras aqui, no blog. Eu tenho um blog!! E ai de alguém que ouse opinar sobre o assunto! 
 
"Ai tens um blog?? O meu filho de 3 anos tem 2!"
 
Pois...mas eu gosto de ponderar bem sobre os meus projectos...ou então não tenho muito jeito para as novas tecnologias e não sou dotada de muita paciência.  
Foram anos de análises e estudos e preguiça. Basicamente preguiça. Vá, exclusivamente, preguiça. E hoje ainda seria o dia que esta oitava maravilha estaria por existir, não fosse o amor/ paixão da minha vida. E como chamar "amor/paixão da minha vida" a alguém é só parvo, muito parvo, vamos dar-lhe um nome. Vamos chama-lo Luzinha. 
 
(pausa para gargalhadas estridentes enquanto rebolam pelo chão agarrados à barriga)
 
Então, como eu dizia, o Luzinha foi o responsável pela criação deste espaço de genial estupidez. Uma noite disse-me: " Que nome queres dar ao teu blogue? Agora faz o resto!" 
 
E é isto. Não esperem grandes dissertações sobre assuntos sérios e pertinentes. Isso não vai acontecer. Ou até poderá acontecer, caso seja vitima de rapto por ET's que se apoderem aqui da Nuvem e debatam assuntos da actualidade extraterrestre. 
 
Mas divago.
 
Só queria dizer olá. 
 
OLÁ PESSOAS!
 
Cá beijinho!