quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Mãe do Mundo

Ser mãe mudou realmente a minha vida e a minha perspetiva e atitude perante o mundo. A maternidade ensinou-me a ser paciente, a ter coragem, tornou-me mais resistente, mais determinada, mais capaz e, estranhamente, tornou-me mãe do mundo.

Todas as noticias relativas a crianças dão cabo de mim. Dou por mim a chorar ao ler o relato de uma mãe que descobriu que a filha de 3 anos tem leucemia. Essa filha é minha.

Aqueles animais em França que deixaram o filho a morrer de frio numa noite de temporal, porque o filho fez xixi na cama. Esse menino é meu filho.

Crianças que morrem, todos os dias, seja por maus tratos, por doenças, por infortúnios. Dói-me o coração e alma, fecha-se um nó na minha garganta, um peso no meu peito, um mal-estar no estômago.  São meus filhos. Ser puros e inocentes que injustamente foram levados de uma vida que não poderem usufruir, para muitos uma vida sem amor nem carinho. Vida injusta, que nem uma oportunidade lhes deu para tentarem a sorte de serem felizes e amados.

Desejo-lhes o que desejo à minha filha, o bem mais precioso do meu mundo, que agora, estejam onde estiverem, que sejam felizes, já que em vida não conseguiram ser.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Tempo que não passa, foge!

5 meses. Cinco meses e meio!

Ainda estou embriagada por todo este amor, ainda me estou a acostumar a toda esta vida. E que maravilha de vida eu tenho!

Cinco meses que passaram como se fossem dias. Correm, fogem-me dos dedos, enquanto este amor cresce ao mesmo tempo que ela. Ela, amor da minha vida, razão do meu sorriso, da minha felicidade, da minha alegria. Sempre imaginei estar perdidamente apaixonada por ti e dou por mim ainda mais apaixonada. Este amor infinito, incondicional, perpetuo, que me faltam as palavras para o descrever, sobram os sentimentos, as sensações e as emoções.

Estou a descobrir todo um novo mundo, maravilhoso mundo. E tem sido por etapas.

Nas primeiras semanas, o corpinho pequeno, enrugado e frágil acompanha os medos, os terrores as incertezas, as inseguranças. São as piores, as primeiras semanas. Lembro-me de pensar de como gostaria de ter uma enfermeira comigo, 24h por dia, só para me acalmar, dizer que estava tudo bem, que eu estava a fazer tudo bem.

Mas depois passa. E vêm os sorrisos, esses deliciosos sorrisos, e começa a palrar, e começa a crescer e a engordar (sim, porque o que queremos é que engordem e bem!) e percebemos que está a resultar, pelo menos para já. E vamos ficando mais confiantes e orgulhosos da nossa bebé que cresce a olhos vistos, saudável, forte e linda.

Às vezes dou por mim com saudades de quando era mais pequenina e, sobretudo, de como vou sentir saudades dela assim como está agora. Sofro muito por antecipação, bem sei...fazer o quê, né?

Vou aproveitar cada sorriso, cada gargalhada, cada beijo besuntado de baba, cada miminho, cada olhar, e guarda-los no meu coração para sempre.


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Mais valia ficar calada!

A maternidade mudou muito a minha prespetiva do mundo, umas coisas para melhor, outras para muito pior! Tenho aprendido muito,sobretudo a amar incondicionalmente. E tem sido maravilhoso. Antes de engravidar eu tinha muitas ideias (estúpidas) diferentes das que tenho agora. Estava sempre pronta, de indicador esticado, a mandar bitaites e a opinar, que eu fazia assim e assado. E descobri que calada, era uma casa cheia. Aqui ficam alguns exemplos:

- Dormir com o bebé?? NUNQUINHA!!!

(Poooiiiisssss...durante a noite sou uma defensora dos bebés dormirem na caminha deles, até porque tenho muito medo de a magoar durante a noite, mas durante o dia....ninguém me tira a sestinha da tarde em que dormimos agarradinhas - tão bom!)


-O bebé não pode estar sempre ao colo, fica mal habituado!

(Sim, eu pensava assim. Agora acredito piamente que o lugar dos bebés é no colo dos pais. Bebés não têm vícios, têm necessidades.)


-Amamentar...não sei se me sinto preparada...

(Pois que estava mais preparada do que poderia imaginar. Não foi um começo fácil e surpreendi-me a mim própria pela força que tinha, e não sabia, para continuar a insistir. E continuamos com leite materno exclusivo - yeah!)


-Quando tiver um filho e mal faça um mês vou arranjar quem fique com ele para sair, ir ao ginásio...

(Humm...como eu estava enganada! A verdade é que não senti nem sinto necessidade de fazer seja o que for sem a minha filha. Só não voltei para o ginásio, porque tudo resto fazemos juntas e adoro! A verdade é que saber que daqui a pouco vou ter que a deixar dá-me uma dor no coração.)


-Quando tiver um filho vou passa-lo para o quartinho dele assim que faça 1 mês!

(Bate na boquinha E! Vai sair do nosso quarto aos 18. ANOS!)


-De certeza que quando tiver um bebé, vou andar desejosa que passe a licença para voltar a trabalhar.

(Não. De maneira nenhuma! Fiquei desempregada 2 dias depois da princesa nascer e foi o melhor que me aconteceu! Sinto falta de trabalhar, de sair e voltar à noite, gosto dessas rotinas e do dinheiro, claro. Mas amo infinitamente mais a minha filha. No entanto, soube hoje que vou começar uma formação dia 29 deste mês, no dia em que faz 6 mesinhos. Ainda estou a tentar lidar com isso. Só posso dizer que não está a ser fácil. Nada fácil.)


Assim de repente, não me lembro de mais nada, mas quando me lembrar voltamos ao assunto!



terça-feira, 12 de abril de 2016

Descoberta de um novo amor

Outra coisa que me surpreendeu, que não estava a contar.

O Amor.

Sim, porque sempre soube que iria ama-la perdidamente. E cada dia crescia mais e mais. Mas assim que a vi pela primeira vez, pousada na minha barriga ( do lado de fora!), quando lhe dei o primeiro
beijo, soube que a partir dali seria diferente. Não há palavras para descrever este amor tão grande, tão forte, que nos enche o coração, a alma e a vida. Sempre imaginei que tinha uma noção do que sentiria. Mas não tinha. Nem tenho palavras que o descrevam. Só sentindo. É a única maneira de entender este amor tão bom, que nos aquece e embala, assim como nos dá uma ganas de genica, de força e vitalidade.

E este amor vem de mão dada com o medo.

 O meu coração nunca mais teve sossego. Tenho milhões de medos. Medo que chore, que esteja triste, que fique doente, que tenha dores. Sei que vai crescer e vai sofrer. Alguém vai trair a sua confiança, alguém vai desiludi-la, alguém vai partir-lhe o coração. E ela vai chorar, com o coração a doer, sem entender porque é que o mundo é tão cruel, tão frio. E mesmo eu tentando explicar que faz parte, que dói mas passa, que precisamos destes momentos para valorizar os outros, que a vida vai dar-lhe muitas coisas boas e que só está a prepara-la para ser tudo o que quiser, ela não vai entender, não me vai ouvir. 

Gostava de poder pegar em tudo o que não a faz feliz e passar para mim. Se pudesse, não permitia que nada a fizesse sofrer, que ninguém a magoasse. Mas não posso. Vou sofrer com a minha bebé, mesmo sendo uma mulher e vou tentar dar-lhe todas as ferramentas para ultrapassar tudo vitoriosa, de sorriso nos lábios.

Só desejo que seja saudável, forte e, sobretudo, feliz. 
Que a vida seja generosa com o meu tesouro.



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

E então......NADA!


Nunca, nem por um milésimo de segundo, imaginei que dia 22 de outubro estaria ainda grávida. Imaginei sempre que dia 18, no máximo, já estaria com a minha princesa nos braços. Mas não. Ainda cá estamos e nada de nascer.

Hoje faz 40 semanas. 40 semanas de namoro às cegas, de um amor gigante, de uma preocupação constante, de um carinho infinito. 40 semanas santas, com pequenos sustos ( que felizmente nunca passaram disso mesmo - sustos). 40 semanas de caminhada, de crescimento, de maturação, de preparação. 40 semanas de saudade. Saudades do que nunca vimos, nunca tocamos. Saudades do cheiro que ainda não conhecemos, do abraço que ainda não sentimos, do olhar que não conhecemos.

Precisamos de passar este amor para a fase seguinte. Porque dizer que te amo não chega. Preciso de te dizer olhos nos olhos, mesmo na bolinha preta do olho, onde está a alma. Preciso amar-te pele na pele, sem ter no meio de nós as entranhas e a minha pele. Preciso-te nos meus braços, nos meus olhos e na minha boca.

Preciso-te, muito. Precisamos, os dois.

Porque esta distancia, mesmo que estejas dentro de mim, já é demais. Preciso-te onde os meus olhos te possam ver, as minhas mãos tocar-te.

Porque amar-te, já te amo à 40 semanas. E amar-te-ei até ao fim da minha vida, serás sempre o nosso amor maior. Por isso, vem logo.

As coisa boas da vida fazem-se esperar. Já fizeste a tua parte, deixa-nos fazer a nossa, pele na pele.








segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Lições


Dou por mim diferente. Não melhor, não pior. Apenas diferente. Com outras prioridades, com outras perspectivas e ambições. Com sonhos ligeiramente diferentes, com outras vontades. Dei por mim a repensar todo o conteúdo do blog, que passou a ser um diário bem mais pessoal e intimo do que imaginei de inicio. Quando comecei, há tão pouco tempo, estava longe de imaginar a volta que a vida iria dar, não adivinharia as surpresas maravilhosas que me aguardavam. E, assim, deixei de ser uma miúda confusa e com tantas e tantas suposições, tantas e nenhumas vontades, que tanto quer como não quer. Agora sinto-me mais mulher, mais forte, mais capaz, mais certa das minhas certezas. E, claro, mais feliz.

Amadureci tanto, ao longo destes meses. Este ano tem sido um professor. Dos bons, dos meigos. E sinto-me abençoada. Abençoada pelos caminhos que a vida me mostrou e encaminhou. Pelas adversidades que me tornaram mais forte, pelos mimos que me tornaram doce. E, sobretudo, por ter colocado no meu caminho as pessoas certas, na hora certa.

Sou da opinião que passamos grande parte da nossa vida a desejar que passe tudo rápido, sem aproveitar-mos nada, sem nos apercebemos do que se passou, só que passou. Ansiamos o fim de semana, as férias, o Natal, a Páscoa, o dia X. Vemos a vida passar à frente dos nossos olhos sem conseguir-mos tocá-la, sem conseguir-mos vivê-la. E depois chega o tão desejado dia e o que nos vem à cabeça??? Passou tão rápido! Nem nos apercebemos que já está. olhamos para trás e só fica a sensação de correria, e de vazio. E isso é tão errado, tão injusto. Quando penso nisso tenho pena pelos abraços corridos e pelos beijos que mal sentimos. Ultimamente, tenho tentado aproveitar mais. Demorar nos acordares, abraçar sem pressa e desfrutar de cada momento. Mas isso foi até à pouco.

Agora, neste momento, mais do que qualquer outro na minha vida, desejo, ardentemente, que estes dias passem bem rápido. Porque estamos ansiosos que a nova fase  da nossa vida comece. Estamos em suspenso à espera do nosso amor maior, do que fizemos com tanto amor e carinho.

Em suma, queremos abraçar e beijar o que o nosso amor criou.







terça-feira, 22 de setembro de 2015

Ai...ai...ai....



E de repente dou por mim e está quase, quase, quase.
E a ansiedade é já mais que muita. Caramba, não vejo a hora de a ter nos braços; abraça-la tanto contra ao peito; pegar naquela mãozinha linda (que pelas ecografias parecem ser bem gordinhas); cheira-la; beija-la e admira-la; olhar para ela e ama-la. Mais do que amo agora, mais do que a amo desde que vi o positivo. Estamos ansiosos que nos venha encher o coração, ainda mais se possível. O nosso tesouro.


Está tudo preparado para ela. Até nós. A casa já é dela, tudo pensado ao mais ínfimo pormenor para a deixar o mais confortável possível, e feliz. Muito feliz. Porque é só isso que queremos, que lhe exigimos. Tem que ser feliz, a nossa princesa.

Ainda não me sinto preparada para exclamar que já passou e que passou muito rápido. A verdade é que sinto como se o tempo tivesse acelerado um pouco a partir do terceiro trimestre. Mas ainda falta o resto. Falta que estes desconfortos (pequeninos!) desapareçam; ainda falta o trabalho de parto e tudo o que isso acarreta. E, por fim, falta ouvi-la chorar e recebe-la nos meus braços - porque no coração há muito que já tem o seu lugar.




Quando quiseres meu amor, estamos só à tua espera.