quinta-feira, 2 de julho de 2015

Palavras

Reparei que ultimamente só falo da minha gravidez, da minha "nenuca", de como estou feliz, ou com medo, ou ansiosa, ou blablabla.

Não enganei ninguém, aqui no barraco escrevo o que quero e quando quero! Se bem que o quando quero alterar.

Preciso de escrever, para limpar a cabeça e a alma. É uma necessidade antiga, mas desde que estou em casa sinto essa urgência.
Nem sei bem sobre o que é quero escrever, mas preciso. Estou perto da demência.

Preciso de outras coisas agora que nem me apercebia que me estavam a fazer tanta falta, mas que me fazem tão bem. E escrever é uma delas,a principal até.

Sempre escrevi. Desde muito nova. Passava muito tempo sozinha e a folha de papel e a caneta eram o meu mundo. Nem precisava de mais nada. Entrava numa outra dimensão. Na dimensão dos sonhos, em que a criatividade e a imaginação criam vidas, personagens, histórias.
Nos dias menos bons, vomitava o que me ia no coração. Enterrava nas palavras a minha dor e, no fim de cada frase, de cada parágrafo, o coração ficava menos pesado, a dor ficava mais suportável. As lágrimas limpavam a alma, a escrita rejuvenescia o coração.

Resulta muito bem. E agora, tantos anos depois, preciso de escrever. Não por estar infeliz, mas só porque sim. Porque mesmo um coração feliz precisa de se expressar.

E não conheço melhor maneira do que esta das palavras.

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