terça-feira, 12 de abril de 2016

Descoberta de um novo amor

Outra coisa que me surpreendeu, que não estava a contar.

O Amor.

Sim, porque sempre soube que iria ama-la perdidamente. E cada dia crescia mais e mais. Mas assim que a vi pela primeira vez, pousada na minha barriga ( do lado de fora!), quando lhe dei o primeiro
beijo, soube que a partir dali seria diferente. Não há palavras para descrever este amor tão grande, tão forte, que nos enche o coração, a alma e a vida. Sempre imaginei que tinha uma noção do que sentiria. Mas não tinha. Nem tenho palavras que o descrevam. Só sentindo. É a única maneira de entender este amor tão bom, que nos aquece e embala, assim como nos dá uma ganas de genica, de força e vitalidade.

E este amor vem de mão dada com o medo.

 O meu coração nunca mais teve sossego. Tenho milhões de medos. Medo que chore, que esteja triste, que fique doente, que tenha dores. Sei que vai crescer e vai sofrer. Alguém vai trair a sua confiança, alguém vai desiludi-la, alguém vai partir-lhe o coração. E ela vai chorar, com o coração a doer, sem entender porque é que o mundo é tão cruel, tão frio. E mesmo eu tentando explicar que faz parte, que dói mas passa, que precisamos destes momentos para valorizar os outros, que a vida vai dar-lhe muitas coisas boas e que só está a prepara-la para ser tudo o que quiser, ela não vai entender, não me vai ouvir. 

Gostava de poder pegar em tudo o que não a faz feliz e passar para mim. Se pudesse, não permitia que nada a fizesse sofrer, que ninguém a magoasse. Mas não posso. Vou sofrer com a minha bebé, mesmo sendo uma mulher e vou tentar dar-lhe todas as ferramentas para ultrapassar tudo vitoriosa, de sorriso nos lábios.

Só desejo que seja saudável, forte e, sobretudo, feliz. 
Que a vida seja generosa com o meu tesouro.



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

E então......NADA!


Nunca, nem por um milésimo de segundo, imaginei que dia 22 de outubro estaria ainda grávida. Imaginei sempre que dia 18, no máximo, já estaria com a minha princesa nos braços. Mas não. Ainda cá estamos e nada de nascer.

Hoje faz 40 semanas. 40 semanas de namoro às cegas, de um amor gigante, de uma preocupação constante, de um carinho infinito. 40 semanas santas, com pequenos sustos ( que felizmente nunca passaram disso mesmo - sustos). 40 semanas de caminhada, de crescimento, de maturação, de preparação. 40 semanas de saudade. Saudades do que nunca vimos, nunca tocamos. Saudades do cheiro que ainda não conhecemos, do abraço que ainda não sentimos, do olhar que não conhecemos.

Precisamos de passar este amor para a fase seguinte. Porque dizer que te amo não chega. Preciso de te dizer olhos nos olhos, mesmo na bolinha preta do olho, onde está a alma. Preciso amar-te pele na pele, sem ter no meio de nós as entranhas e a minha pele. Preciso-te nos meus braços, nos meus olhos e na minha boca.

Preciso-te, muito. Precisamos, os dois.

Porque esta distancia, mesmo que estejas dentro de mim, já é demais. Preciso-te onde os meus olhos te possam ver, as minhas mãos tocar-te.

Porque amar-te, já te amo à 40 semanas. E amar-te-ei até ao fim da minha vida, serás sempre o nosso amor maior. Por isso, vem logo.

As coisa boas da vida fazem-se esperar. Já fizeste a tua parte, deixa-nos fazer a nossa, pele na pele.








segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Lições


Dou por mim diferente. Não melhor, não pior. Apenas diferente. Com outras prioridades, com outras perspectivas e ambições. Com sonhos ligeiramente diferentes, com outras vontades. Dei por mim a repensar todo o conteúdo do blog, que passou a ser um diário bem mais pessoal e intimo do que imaginei de inicio. Quando comecei, há tão pouco tempo, estava longe de imaginar a volta que a vida iria dar, não adivinharia as surpresas maravilhosas que me aguardavam. E, assim, deixei de ser uma miúda confusa e com tantas e tantas suposições, tantas e nenhumas vontades, que tanto quer como não quer. Agora sinto-me mais mulher, mais forte, mais capaz, mais certa das minhas certezas. E, claro, mais feliz.

Amadureci tanto, ao longo destes meses. Este ano tem sido um professor. Dos bons, dos meigos. E sinto-me abençoada. Abençoada pelos caminhos que a vida me mostrou e encaminhou. Pelas adversidades que me tornaram mais forte, pelos mimos que me tornaram doce. E, sobretudo, por ter colocado no meu caminho as pessoas certas, na hora certa.

Sou da opinião que passamos grande parte da nossa vida a desejar que passe tudo rápido, sem aproveitar-mos nada, sem nos apercebemos do que se passou, só que passou. Ansiamos o fim de semana, as férias, o Natal, a Páscoa, o dia X. Vemos a vida passar à frente dos nossos olhos sem conseguir-mos tocá-la, sem conseguir-mos vivê-la. E depois chega o tão desejado dia e o que nos vem à cabeça??? Passou tão rápido! Nem nos apercebemos que já está. olhamos para trás e só fica a sensação de correria, e de vazio. E isso é tão errado, tão injusto. Quando penso nisso tenho pena pelos abraços corridos e pelos beijos que mal sentimos. Ultimamente, tenho tentado aproveitar mais. Demorar nos acordares, abraçar sem pressa e desfrutar de cada momento. Mas isso foi até à pouco.

Agora, neste momento, mais do que qualquer outro na minha vida, desejo, ardentemente, que estes dias passem bem rápido. Porque estamos ansiosos que a nova fase  da nossa vida comece. Estamos em suspenso à espera do nosso amor maior, do que fizemos com tanto amor e carinho.

Em suma, queremos abraçar e beijar o que o nosso amor criou.







terça-feira, 22 de setembro de 2015

Ai...ai...ai....



E de repente dou por mim e está quase, quase, quase.
E a ansiedade é já mais que muita. Caramba, não vejo a hora de a ter nos braços; abraça-la tanto contra ao peito; pegar naquela mãozinha linda (que pelas ecografias parecem ser bem gordinhas); cheira-la; beija-la e admira-la; olhar para ela e ama-la. Mais do que amo agora, mais do que a amo desde que vi o positivo. Estamos ansiosos que nos venha encher o coração, ainda mais se possível. O nosso tesouro.


Está tudo preparado para ela. Até nós. A casa já é dela, tudo pensado ao mais ínfimo pormenor para a deixar o mais confortável possível, e feliz. Muito feliz. Porque é só isso que queremos, que lhe exigimos. Tem que ser feliz, a nossa princesa.

Ainda não me sinto preparada para exclamar que já passou e que passou muito rápido. A verdade é que sinto como se o tempo tivesse acelerado um pouco a partir do terceiro trimestre. Mas ainda falta o resto. Falta que estes desconfortos (pequeninos!) desapareçam; ainda falta o trabalho de parto e tudo o que isso acarreta. E, por fim, falta ouvi-la chorar e recebe-la nos meus braços - porque no coração há muito que já tem o seu lugar.




Quando quiseres meu amor, estamos só à tua espera.







sábado, 29 de agosto de 2015

Quando nos deixamos calcar...

Às vezes dou por mim de boca aberta, olhos esbugalhados, a contemplar certas e determinadas atitudes.

Sou muito dona do meu nariz, muito senhora da minha vida, e uma das coisas que me tira verdadeiramente do sério é alguém pensar que pode e que tem o direito de controlar a minha vida ou impor obrigações. A mim ou a quem amo.

Sobretudo, quando confundem amizade com outros estatutos.

Por bem, ajudamos todos os amigos, se pudermos. Mas quando nos tentam impor seja o que for, como se fosse obrigação nossa, quando claramente não é, ai sim, salta-me a tampinha!

E o pior, é que sinto que só nos faz isto quem percebe que temos coração mole e ignoramos muitas situações pelo bem da relação.

Mas nunca, em caso algum, devemos deixar que nos anulem desta forma, que mexam com o nosso interior fazendo-nos sentir culpados e responsáveis de situações que não têm nada a ver connosco. E mesmo que tenhamos, ninguém tem o direito de nos controlar, de uma maneira ou de outra. É uma violência, como qualquer estalo ou insulto, à nossa integridade.

Por mim, por quem amo, por todos, não permitirei que voltem a fazer o mesmo.



sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Amor Maior

Vi a minha princesa.

Sou suspeita, mas é linda. É perfeita.

Tem o sorriso mais doce do mundo, enche-me o coração.

E continua aqui, na minha barriga.

A tecnologia é realmente maravilhosa.

Não que seja uma prioridade, nem uma necessidade.

Mas é um mimo muito bom poder vê-la mais cedo.


Estou perdidamente apaixonada por estes 2 kg de gente, por este amor maior.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O mundo está perdido #2

Talvez seja daquelas coisas que eu nunca tinha reparado, mas agora, sendo eu uma pessoa mais conscienciosa do mundo que me rodeia, prestei mais atenção. A quê? À (brilhante) atitude de certas pessoas que usam o facebook como meio de insultar opinar sobre pessoas assuntos do foro pessoal global. Isto é:

"Só para que saibas, estou muito bem na vida e feliz com o homem mais maravilhoso do mundo. Querias não era? ;-) Beijinho no ass."

ou

"Pediste-me amizade para andares a ver a minha vida?! Estás à vontade que eu não tenho nada a esconder e ainda podes  aprender alguma coisa! Hahaha. Beijinho no ombro."


É de sublinhar que acho de grande elegância e educação mandarem beijinhos em partes muitos giras do corpo. Gosto muito. E gosto também dos comentários:
  • "Boa! Mostra-lhes como é!"

  • "É assim mesmo!"

  • "UI! Ela(e) está fu-fu!"

  • "Ele(a) que vá à merd@! Bem dito!"

Não sei o que significa "FU-FU". Será fofo? Mas gosto ainda mais dos erros ortográficos. Mas não os vou reproduzir, porque sempre que os leio sinto que regrido um pouquinho, se os transcrever receio ficar estúpida de vez.