segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Lições


Dou por mim diferente. Não melhor, não pior. Apenas diferente. Com outras prioridades, com outras perspectivas e ambições. Com sonhos ligeiramente diferentes, com outras vontades. Dei por mim a repensar todo o conteúdo do blog, que passou a ser um diário bem mais pessoal e intimo do que imaginei de inicio. Quando comecei, há tão pouco tempo, estava longe de imaginar a volta que a vida iria dar, não adivinharia as surpresas maravilhosas que me aguardavam. E, assim, deixei de ser uma miúda confusa e com tantas e tantas suposições, tantas e nenhumas vontades, que tanto quer como não quer. Agora sinto-me mais mulher, mais forte, mais capaz, mais certa das minhas certezas. E, claro, mais feliz.

Amadureci tanto, ao longo destes meses. Este ano tem sido um professor. Dos bons, dos meigos. E sinto-me abençoada. Abençoada pelos caminhos que a vida me mostrou e encaminhou. Pelas adversidades que me tornaram mais forte, pelos mimos que me tornaram doce. E, sobretudo, por ter colocado no meu caminho as pessoas certas, na hora certa.

Sou da opinião que passamos grande parte da nossa vida a desejar que passe tudo rápido, sem aproveitar-mos nada, sem nos apercebemos do que se passou, só que passou. Ansiamos o fim de semana, as férias, o Natal, a Páscoa, o dia X. Vemos a vida passar à frente dos nossos olhos sem conseguir-mos tocá-la, sem conseguir-mos vivê-la. E depois chega o tão desejado dia e o que nos vem à cabeça??? Passou tão rápido! Nem nos apercebemos que já está. olhamos para trás e só fica a sensação de correria, e de vazio. E isso é tão errado, tão injusto. Quando penso nisso tenho pena pelos abraços corridos e pelos beijos que mal sentimos. Ultimamente, tenho tentado aproveitar mais. Demorar nos acordares, abraçar sem pressa e desfrutar de cada momento. Mas isso foi até à pouco.

Agora, neste momento, mais do que qualquer outro na minha vida, desejo, ardentemente, que estes dias passem bem rápido. Porque estamos ansiosos que a nova fase  da nossa vida comece. Estamos em suspenso à espera do nosso amor maior, do que fizemos com tanto amor e carinho.

Em suma, queremos abraçar e beijar o que o nosso amor criou.







terça-feira, 22 de setembro de 2015

Ai...ai...ai....



E de repente dou por mim e está quase, quase, quase.
E a ansiedade é já mais que muita. Caramba, não vejo a hora de a ter nos braços; abraça-la tanto contra ao peito; pegar naquela mãozinha linda (que pelas ecografias parecem ser bem gordinhas); cheira-la; beija-la e admira-la; olhar para ela e ama-la. Mais do que amo agora, mais do que a amo desde que vi o positivo. Estamos ansiosos que nos venha encher o coração, ainda mais se possível. O nosso tesouro.


Está tudo preparado para ela. Até nós. A casa já é dela, tudo pensado ao mais ínfimo pormenor para a deixar o mais confortável possível, e feliz. Muito feliz. Porque é só isso que queremos, que lhe exigimos. Tem que ser feliz, a nossa princesa.

Ainda não me sinto preparada para exclamar que já passou e que passou muito rápido. A verdade é que sinto como se o tempo tivesse acelerado um pouco a partir do terceiro trimestre. Mas ainda falta o resto. Falta que estes desconfortos (pequeninos!) desapareçam; ainda falta o trabalho de parto e tudo o que isso acarreta. E, por fim, falta ouvi-la chorar e recebe-la nos meus braços - porque no coração há muito que já tem o seu lugar.




Quando quiseres meu amor, estamos só à tua espera.







sábado, 29 de agosto de 2015

Quando nos deixamos calcar...

Às vezes dou por mim de boca aberta, olhos esbugalhados, a contemplar certas e determinadas atitudes.

Sou muito dona do meu nariz, muito senhora da minha vida, e uma das coisas que me tira verdadeiramente do sério é alguém pensar que pode e que tem o direito de controlar a minha vida ou impor obrigações. A mim ou a quem amo.

Sobretudo, quando confundem amizade com outros estatutos.

Por bem, ajudamos todos os amigos, se pudermos. Mas quando nos tentam impor seja o que for, como se fosse obrigação nossa, quando claramente não é, ai sim, salta-me a tampinha!

E o pior, é que sinto que só nos faz isto quem percebe que temos coração mole e ignoramos muitas situações pelo bem da relação.

Mas nunca, em caso algum, devemos deixar que nos anulem desta forma, que mexam com o nosso interior fazendo-nos sentir culpados e responsáveis de situações que não têm nada a ver connosco. E mesmo que tenhamos, ninguém tem o direito de nos controlar, de uma maneira ou de outra. É uma violência, como qualquer estalo ou insulto, à nossa integridade.

Por mim, por quem amo, por todos, não permitirei que voltem a fazer o mesmo.



sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Amor Maior

Vi a minha princesa.

Sou suspeita, mas é linda. É perfeita.

Tem o sorriso mais doce do mundo, enche-me o coração.

E continua aqui, na minha barriga.

A tecnologia é realmente maravilhosa.

Não que seja uma prioridade, nem uma necessidade.

Mas é um mimo muito bom poder vê-la mais cedo.


Estou perdidamente apaixonada por estes 2 kg de gente, por este amor maior.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O mundo está perdido #2

Talvez seja daquelas coisas que eu nunca tinha reparado, mas agora, sendo eu uma pessoa mais conscienciosa do mundo que me rodeia, prestei mais atenção. A quê? À (brilhante) atitude de certas pessoas que usam o facebook como meio de insultar opinar sobre pessoas assuntos do foro pessoal global. Isto é:

"Só para que saibas, estou muito bem na vida e feliz com o homem mais maravilhoso do mundo. Querias não era? ;-) Beijinho no ass."

ou

"Pediste-me amizade para andares a ver a minha vida?! Estás à vontade que eu não tenho nada a esconder e ainda podes  aprender alguma coisa! Hahaha. Beijinho no ombro."


É de sublinhar que acho de grande elegância e educação mandarem beijinhos em partes muitos giras do corpo. Gosto muito. E gosto também dos comentários:
  • "Boa! Mostra-lhes como é!"

  • "É assim mesmo!"

  • "UI! Ela(e) está fu-fu!"

  • "Ele(a) que vá à merd@! Bem dito!"

Não sei o que significa "FU-FU". Será fofo? Mas gosto ainda mais dos erros ortográficos. Mas não os vou reproduzir, porque sempre que os leio sinto que regrido um pouquinho, se os transcrever receio ficar estúpida de vez.





terça-feira, 28 de julho de 2015

Amor

E assim de repente sinto que fui atacada por uma onda gigante e andei às voltas e às cambalhotas na areia, a tentar respirar, tentar por a cabeça fora de água.

Essa onda é amor. Puro e duro. Como nadar numa baía, com a água calma, o sol a queimar a cara e a aquecer o coração e de repente, do nada, o mar revolta-se e impõe-se. E é maravilhoso na mesma, só nos obriga a reparar nele, a ter noção dele e da sua grandeza, da sua importância.

Hoje o amor obrigou-me a pensar na nossa relação, na nossa vida. Sabes, eu adoro aninhar-me em ti. Sentir o teu cheiro, a tua pele na minha, ouvir o teu coração a bater e a tua respiração ritmada.
Há uma coisa muito parva que eu faço para conseguir dormir quando não estás comigo. O teu coração tem um ritmo muito próprio e, às vezes, dou por mim a repeti-lo na minha cabeça até adormecer. Eu sei, é assim meio ridículo, mas resulta muito bem.
Como eu adoro apertar-te contra mim, com tanta força que parece que nos vamos fundir.

Sinceramente, acho que não tens noção do quanto te amo, do quanto me completas e me transformas e me acalmas e me enervas e me acalmas outra vez. Tens o sorriso mais doce do mundo! E se eu insisto para gargalhares mais é porque me enche o coração esse teu gargalhar. Continuo a achar que és bom demais para mim. A vida acabou por me compensar bem demais, que até desconfio que possa ser verdade.

És maravilhoso. Já te disse montes de vezes e hei-de repeti-lo para todo o sempre, tu és a melhor pessoa que conheço, que alguma vez conheci. Esse teu coração é do mais precioso que existe. Tens uma luz em ti tão forte e tão boa que transborda.

Caramba, amo-te tanto. Tanto que doí. Tanto que sufoco em mim. Tanto, que mesmo achando que te amava muito, agora quase que nem consigo explicar. Eu não sabia, mesmo, que se podia amar tanto assim.

Não é por ser o dia de hoje que me lembrei de escrever-te. Foi sem querer quase. O coração obrigou-me; este amor estava a precisar de se exprimir melhor, porque dizer-to todos os dias não chega e mostrar-te nunca é suficiente. Tudo o que escrevi já to disse, de uma maneira ou de outra. Mas hoje teve que ser. Só porque sim. Só porque te amo mais do que te poderei mostrar nesta e noutras vidas.

Porque este amor não vai parar de crescer nunca. E é para sempre.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Zorro

Nestes dias aprendi lições valiosas para a vida, que não fazia ideia, sobre o mundo animal em geral e o canino em particular. Mas já lá vamos.

Tudo começou numa bela manhã de sol radiante e aconchegante ( ainda era muito cedo, por isso ainda não estava o calor infernal que se tem feito sentir), enquanto abria as janelas ouvia um chorozinho e umas patinhas a quererem subir parede acima. O cãozinho mais fofo, pequenino e branco, com uma espécie de mascarilha à volta dos olhos e nas orelhas.Não dei muita importância, até porque pensei que devia ser de alguém que andava a passeá-lo.

Acontece que na manhã seguinte lá estava ele outra vez. Não tinha saído de lá a noite toda. E depois demonstrou aquele instinto protetor comigo, sempre que alguém se aproximava ele ladrava e rosnava. O que era super amoroso de ver, aquele montinho de pelo pequenino com o ar mais querido do mundo a rosnar a meio mundo.

Claro está que não lhe resisti. Falei com o Homem e, tendo ele o maior e melhor coração do mundo, concordou de imediato resgatar o pequeno. Chamamos-lo de Zorro. E é assim um amor. Passa o tempo a dormir, é muito calminho. Isto quando estamos com ele.

Se sairmos e demorar-mos mais um pouquinho é o suficiente para despertar a fera! Sim, o menino Zorro vira um rebelde quando se apanha sozinho. Apanha sapatilhas, velinhas, o COMANDO DA TV, tudo o que conseguir apanhar basicamente, e guarda tudo na caminha dele. E faz xixi contra o sofá se quando chegamos a casa não formos passeá-lo imediatamente ( mesmo que só tenhamos demorado 1 hora e antes de sair levamos-lo sempre à rua!).

Mas depois fica um anjinho outra vez. Fica comigo onde eu estiver. Se estiver na cozinha, fica deitado na cozinha, com a cabeça pousada nas patinhas da frente. Se estiver na sala, deita-se na caminha dele, dorme um sono. Vem para o chão, dorme outro sono. Espreguiça-se, volta para a cama, dorme outro sono. E por ai adiante.

E, assim sem querer, acabou por nos conquistar. Estamos a tentar arranjar-lhe uma boa casa, com pessoas que lhe sejam tão dedicadas como ele é para as pessoas. Vai custar-nos muito quando ele for embora, porque foi ele que nos escolheu e não podíamos estar mais gratos. Mas também queremos que ele tenha uma casa melhor, com um terraço ou uma varanda, mais espaço para brincar.

Até lá, vamos desfrutando todos os mimos que nos exige e que nos dá de volta.